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12.02.2018 - Brasil dobra importações de farinhas

Com o clima estragando a qualidade geral do trigo brasileiro na safra 2017/18, colheu-se pouco e com qualidade inferior. “Como consequência aumentaram as importações diretas de farinhas. Não as de trigo em grão, que estão se mantendo igual, embora em grande volume”, afirma o analista Luiz Fernando Pacheco, da Consultoria Trigo & Farinhas.

 

De acordo com ele, isso ocorre porque “é mais barato comprar farinha pronta do que moer trigo, atualmente, no Brasil. E a farinha importada tem a grande vantagem de ter boa qualidade. Os custos de comprar o trigo em grão, transportá-lo, moê-lo e procurar mercado para a farinha nacional deste ano não estão sendo compensados pelos preços que os compradores oferecem”.

 

A maior prova disto, explica Pacheco, é que os estados maiores importadores de farinhas foram justamente os estados produtores. Com quase o dobro do segundo colocado, o Paraná, maior produtor nacional de grão (e de boa qualidade), foi o maior importador de farinhas em janeiro.

 

“Isto é muito significativo. E o maior significado é que existe demanda brasileira para os subprodutos de trigo (mesmo com preços mais elevados), mas, apenas, para os de boa qualidade. O mesmo se diga de Santa Catarina e Minas Gerais. São Paulo, maior importador de trigo argentino também importou uma grande quantidade de farinha, confirmando o que afirmamos que é melhor comprar farinha pronta do que moê-la”, sustenta.

 

Por outro lado, o especialista observa que a situação do Rio Grande do Sul foi diferente: “Com uma safra de grão enormemente prejudicada pelo clima, teve pouca matéria prima para fazer farinhas de qualidade, tendo que importá-la diretamente para atender às demandas internas de maior exigência”.

 

Fonte/Créditos da Imagem: Agrolink