NOTÍCIAS

Voltar

06.06.2018 - Comercialização da safra no Oeste Baiano está travada por falta de definição sobre preços do frete após tabelamento

No Oeste da Bahia, a comercialização da safra está travada por conta da falta de definição dos preços do frete após o tabelamento. Apesar de uma temporada com boa produtividade, cerca de 70% da soja comercializada não foi escoada ainda devido à paralisação dos caminhoneiros.

 

De acordo com o presidente da Aprosoja Bahia, Alan Juliani, não tem como fazer uma base de cotação se os preços dos fretes estão indefinidos, sendo que o novo tabelamento subiu muito os custos das tradings. “As empresas ainda não querem repassar isso ao agricultor, mas o outro problema é o produto que já foi comercializado que não foram escoados”, afirma.

 

O novo tabelamento dos fretes vai impactar em todos os setores da agricultura, pois tem os custos com a entrega de fertilizantes, agroquímicos e interferir no preço do milho. “No caso da soja, ainda tem 50% para ser exportada na nossa região. Nós estamos esperando uma posição do governo para saber o que vai acontecer e torcer para melhorar essas condições de trabalho”, comenta.

 

Até o momento, os preços do frete para as sojas destinadas a exportação aumentou em torno de R$ 25,00 a R$ 30,00 por tonelada. Já para os insumos, os valores subiram 100%. “Temos dois problemas, a safra que já foi negociada que não foi transportada e a safra atual que os prejuízos vão ficar com os produtores rurais”, diz a liderança.

 

As propriedades que fizeram a armazenagem da soja em silo bag têm até o início das chuvas para retirar os grãos. “Nós tínhamos que estar exportando a todo vapor, mas temos uma defasagem de logística e que pode afetar os preços da soja no mercado disponível”, destaca.

Leia mais

 

Fonte/Créditos da Imagem: Notícias Agrícolas